No meu interior tem Deus

Quarta-feira, 25 de Julho de 2012

TEMPO DE ESPÍRITO SANTO

Vai, no caminho, a briança

Seguida dos cantadores,

Saudando a esp’rança

À porta dos criadores.

Louvam quem teve o cuidado

De, no Raminho, engordar,

Tanta cabeça de gado,

Tanta esmola a partilhar.

No bodo, vai dar-se o pão,

Carne, vinho, muita poesia

Rimada em oração

Na noite da cantoria.

Quem anda pelo caminho

De cabeça levantada,

Sente que o ar do Raminho

Cheira a massa sovada.

E, se apurar os sentidos,

Vai ver que, sobre a mesa,

Os cheiros mais atrevidos

São de alcatra, com certeza.

Bem pode molhar o pão

Nesses cheiros divinais.

À mesa, os pobres são

Raminho dos Folhadais.

 

Pobres que bem ricos são

Porque fazem da bondade

O bodo da caridade

Na praça do coração.

Por isso, há este encanto

De querer ser imperador

E levar o Espírito Santo

Em cortejo de louvor.

Cortejo com todos nós:

Duas alas de harmonia,

Cantando, numa só voz,

Uma antiga Avé-Maria.

Sob o sombreiro de faia,

Há sorrisos e há beijos.

Caem confeitos na saia

Muito brancos de desejos.

A pomba de alfenim

Lá vai voando no peito

De um grande amor-perfeito

Apanhado no jardim

Desta linda freguesia,

Enfeitada de corais,

Debruada de magia...

Raminho dos Folhadais!

 

Álamo Oliveira

In «Raminho dos Folhadais», inédito

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 21:01
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Sábado, 19 de Junho de 2010

O Mistério do Sofrimento

Um dia, um grupo de pessoas discutia acerca de Deus. Eram elas uma mulher vítima dos campos de concentração dos nazis, um jovem negro rejeitado pelos brancos e uma jovem estudante que tinha sido violada. Todos faziam a mesma pergunta:

- Será que Deus sabe o que é sofrer? Ele, lá longe deste mundo, deve ter uma vida muito cómoda.

Um deles foi dizendo:

- Gostava que Deus, para sentir o que é a maldade e o sofrimento, nascesse judeu, que tivesse um trabalho duro de forma a passar fome e sede, fosse atraiçoado pelos seus amigos, fosse julgado e condenado por um juiz cobarde, que fosse torturado, que sentisse o que é estar terrivelmente só, que o fizessem morrer como um bandido…

Um dos presentes, que conhecia alguma coisa da vida de Jesus, ficou em silêncio. Os companheiros perguntaram-lhe se não falava como antes. Ele disse:

- Afinal, Deus já passou por todos esses sofrimentos. Os Evangelhos disso dão testemunho. Deus fez-se realmente homem em Jesus de Nazaré.

E foi explicando aos companheiros que Deus quis nascer judeu, viveu pobremente, foi rejeitado pelo seu povo e, na sua paixão, desceu até ao sofrimento mais doloroso e humilhante.

Jesus Cristo é Deus connosco. Ele desceu aos infernos, isto é, assumiu verdadeiramente a condição humana mesmo naquilo que existe de mais humilhante. E fê-lo por amor.

Em Jesus, Deus conhece as nossas dores, as nossas angústias perante a morte, o abandono dos amigos. Em Jesus, Deus assumiu a nossa condição humana. Com Ele, a Vida vencerá.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 01:09
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Os Três filtros

Uma vez, um jovem foi ter com o seu mestre e disse-lhe:

- Disseram-me hoje coisas a seu respeito. Acha que lhas devo contar?

O mestre disse-lhe:

- Só me contarás isso, se antes passares a informação por três filtros.

O discípulo perguntou:

- Quais são esses filtros?

O mestre explicou:

- O primeiro consiste em verificares se isso é mesmo verdade. Será mesmo verdade o que te contaram?

O discípulo perguntou:

- E qual é o segundo filtro?

O mestre explicou:

- O segundo filtro é a bondade, quer dizer, será que essa informação provém da boca de alguém que quer o meu bem? O terceiro filtro é a utilidade. Será que essa informação é mesmo útil para mim?

- Mestre, pensando bem, não creio que seja verdade, que venha de uma pessoa que queira o seu bem ou que lhe seja útil.

O mestre concluiu:

- Então é melhor esqueceres tudo isso.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:50
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Chocolate quente

Um grupo de jovens, recentemente formados, todos bem sucedidos nas suas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho…

O professor ouviu com atenção, mas não fez qualquer comentário sobre o assunto; e convidou o grupo a tomar uma chávena de chocolate quente. Mostrando interesse na gentileza, o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou uns minutos depois com uma chaleira e uma quantidade de chávenas, muito variadas – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal. Umas com aspecto vulgar e outras até de valor elevado. Colocou os jovens à vontade, para que se servissem sem cerimónia. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:

- Reparem como todos procurámos escolher as chávenas mais bonitas e mais raras, deixando ficar as mais vulgares e baratas… Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, o mais atraente, talvez possa estar aqui a explicação dos vossos problemas e stress… A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas não deixam ver o que estais a beber. O essencial é o chocolate quente, não a chávena; mas fomos, mais ou menos conscientemente, para as chávenas melhores…

Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

- Consideremos agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; a casa, o carro, o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estes são apenas meios para conter e servir a vida. A chávena que cada um de nós possui não define nem altera a qualidade da nossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena, acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos oferece…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:42
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

As doze promessas do Sagrado Coração de Jesus

Nas revelações de Jesus a Santa Margarida Alacoque, encontramos doze promessas em benefício dos devotos do Seu Sagrado Coração:

1.º Dar-lhe-ei todas as graças necessárias no seu estado de vida.

2.º Conservarei a paz nas suas famílias.

3.º Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

4.º Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

5.º Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

6.º Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7.º As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

8.º As almas fervorosas elevar-se-ão com rapidez a uma grande perfeição.

9.º Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

10.º Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

11.º As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes eternamente inscritos no meu Coração.

12.º A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e a salvação eterna. O meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

 

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:15
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