No meu interior tem Deus

Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

O CORAÇÃO DE JESUS

              Nos tempos vertiginosos em que vivemos, banalizou-se a imagem, o simbolismo e a importância do coração.

            Repetem-se cartões, e-mails, sms, publicidades. Vende-se o coração como símbolo de amor romântico, superficial e passageiro. Apela-se ao consumo de produtos que protegem o músculo sensível de doenças frequentes e fatais. Nem as crianças escapam à avalanche de pequenos enfeites vermelhos nos desenhos animados, nos brinquedos, nas roupas.

            Associado desde sempre ao domínio das emoções, reina no campo dos afetos, é dele que falamos quando amamos, quando sofremos ou quando temos medo - «dá-nos um aperto no coração!». As canções mais conhecidas repetem à exaustão os efeitos do amor/ ódio no coração de toda a gente.

            Contudo, esta visão é limitada, humana, finita. O coração dos homens é pequeno, mortal como eles próprios. Tem o limite do seu portador, ama pouco e mal.

            Para que seja infinito, o coração de Jesus tem, forçosamente, de possuir uma capacidade ilimitada de amor - "O lado aberto de Cristo revela-nos a riqueza de seu amor infinito..." – João Paulo II.

            É no coração de Cristo, verdadeiramente ferido, humilhado, despojado, que encontramos o significado da superação da dor, da coragem, da persistência e da gratuidade do amor real, divino, mais raro e precioso do que o amor pequeno e, tantas vezes mesquinho, dos homens.

            A devoção (do Latim devovere, prestar culto à divindade) ao Coração de Jesus é o reconhecimento de que nele cabem todos os homens, bons e maus, santos ou pecadores. No Coração de Deus, há lugar para a humanidade inteira. E no nosso coração, haverá lugar para Deus?

Ana Bretão

No coração de Jesus

Tenho tudo que eu quero

No coração de Jesus

Tenho a paz que eu preciso

Tenho o abrigo perfeito

Contra qualquer perigo

Tenho o apoio da mão

Do verdadeiro amigo

  

(Roberto Carlos)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 17:58
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

Um alpinista sem fé

Certo alpinista, ansioso por conquistar uma altíssima montanha, iniciou a subida depois de anos de preparação. Mas querendo a glória só para si, resolveu subir sozinho, sem companheiros.

A subida era cada vez mais íngreme; fez-se noite e a visibilidade era zero... A poucos metros do cume da montanha, resvalou e caiu numa ravina, ficando preso por um ramo, no meio da escuridão da noite, sem luar nem estrelas. Depois da queda e ainda um pouco tonto, deu por si, em pânico, agarrando fortemente um frágil ramo que ali nascera, na ravina.

Pensou por uns momentos que se poderia salvar, mas depois reconheceu que estava suspenso entre o céu e a terra. Desesperado, gritou bem alto: Meu Deus, ajuda-me! De repente, no meio do nada, uma voz grave e profunda respondeu-lhe lá dos céus:

- Que queres?

- Meu Deus, salva-me!

- Queres realmente a minha ajuda?, inquriu Deus.

- Claro que sim, meu Deus!, gritou o alpinista já quase a sufocar.

- Então, larga esse ramo que te segura, e eu te apanharei no ar!

- Como? Largar o ramo? Não! Isso não posso fazer. Seria um suicídio!

O alpinista, aterrorizado, agarrou-se ao ramo ainda com mais força, pensando, sozinho, na escuridão da noite, na enorme distância que o separaria do solo.

No dia seguinte, uma equipa de socorro encontrou o alpinista morto, preso no ramo, no final de uma ravina, apenas a um metro do solo...

 

O seu mal foi não ter confiado em Deus, mesmo quando parecia não ter razão nem lógica o que lhe pedia e também ter ido escalar a montanha sozinho...

(Contos, fábulas e parábolas)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:05
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Domingo, 29 de Julho de 2012

Partilhando

Ouvi esta história do Pe. Mário Casagrande:

Um dia uma menina chegou ao Colégio com dois rebuçados.

- Uhm! Que rebuçados tão bons!

- São todos para mim.

- Eu também já não tenho dentes para isso mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um...

A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega.

No final do dia o Padre perguntou-lhe:

- Então, já comeste o rebuçado?

- Sim. Era booom...

- E o que é que sentes agora?

- Agora não sinto nada.

- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega?

A miúda à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.

Cinco pães e dois peixes, que é isto para tanta gente? Partilhou-se e o milagre aconteceu: o pouco com Deus é muito.

O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

© Sacerdotes do Coração de Jesus - Dehonianos

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:34
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2012

TEMPO DE ESPÍRITO SANTO

Vai, no caminho, a briança

Seguida dos cantadores,

Saudando a esp’rança

À porta dos criadores.

Louvam quem teve o cuidado

De, no Raminho, engordar,

Tanta cabeça de gado,

Tanta esmola a partilhar.

No bodo, vai dar-se o pão,

Carne, vinho, muita poesia

Rimada em oração

Na noite da cantoria.

Quem anda pelo caminho

De cabeça levantada,

Sente que o ar do Raminho

Cheira a massa sovada.

E, se apurar os sentidos,

Vai ver que, sobre a mesa,

Os cheiros mais atrevidos

São de alcatra, com certeza.

Bem pode molhar o pão

Nesses cheiros divinais.

À mesa, os pobres são

Raminho dos Folhadais.

 

Pobres que bem ricos são

Porque fazem da bondade

O bodo da caridade

Na praça do coração.

Por isso, há este encanto

De querer ser imperador

E levar o Espírito Santo

Em cortejo de louvor.

Cortejo com todos nós:

Duas alas de harmonia,

Cantando, numa só voz,

Uma antiga Avé-Maria.

Sob o sombreiro de faia,

Há sorrisos e há beijos.

Caem confeitos na saia

Muito brancos de desejos.

A pomba de alfenim

Lá vai voando no peito

De um grande amor-perfeito

Apanhado no jardim

Desta linda freguesia,

Enfeitada de corais,

Debruada de magia...

Raminho dos Folhadais!

 

Álamo Oliveira

In «Raminho dos Folhadais», inédito

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 21:01
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