No meu interior tem Deus

Domingo, 29 de Julho de 2012

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Ouvi esta história do Pe. Mário Casagrande:

Um dia uma menina chegou ao Colégio com dois rebuçados.

- Uhm! Que rebuçados tão bons!

- São todos para mim.

- Eu também já não tenho dentes para isso mas repara naquela tua colega. Está triste. Se eu tivesse rebuçados dava-lhe um...

A miúda hesitou e a muito custo partilhou um doce com a colega.

No final do dia o Padre perguntou-lhe:

- Então, já comeste o rebuçado?

- Sim. Era booom...

- E o que é que sentes agora?

- Agora não sinto nada.

- Diz-me lá. Qual o rebuçado que agora te dá maior satisfação: o que comeste ou o que deste à tua colega?

A miúda à conclusão que o rebuçado que partilhara ainda lhe causava satisfação.

Cinco pães e dois peixes, que é isto para tanta gente? Partilhou-se e o milagre aconteceu: o pouco com Deus é muito.

O pão que reparto é o que me dá melhor sabor. A felicidade que semeio é a que realmente permanece. E a alegria que partilho é a que realmente conta.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

© Sacerdotes do Coração de Jesus - Dehonianos

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:34
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2012

TEMPO DE ESPÍRITO SANTO

Vai, no caminho, a briança

Seguida dos cantadores,

Saudando a esp’rança

À porta dos criadores.

Louvam quem teve o cuidado

De, no Raminho, engordar,

Tanta cabeça de gado,

Tanta esmola a partilhar.

No bodo, vai dar-se o pão,

Carne, vinho, muita poesia

Rimada em oração

Na noite da cantoria.

Quem anda pelo caminho

De cabeça levantada,

Sente que o ar do Raminho

Cheira a massa sovada.

E, se apurar os sentidos,

Vai ver que, sobre a mesa,

Os cheiros mais atrevidos

São de alcatra, com certeza.

Bem pode molhar o pão

Nesses cheiros divinais.

À mesa, os pobres são

Raminho dos Folhadais.

 

Pobres que bem ricos são

Porque fazem da bondade

O bodo da caridade

Na praça do coração.

Por isso, há este encanto

De querer ser imperador

E levar o Espírito Santo

Em cortejo de louvor.

Cortejo com todos nós:

Duas alas de harmonia,

Cantando, numa só voz,

Uma antiga Avé-Maria.

Sob o sombreiro de faia,

Há sorrisos e há beijos.

Caem confeitos na saia

Muito brancos de desejos.

A pomba de alfenim

Lá vai voando no peito

De um grande amor-perfeito

Apanhado no jardim

Desta linda freguesia,

Enfeitada de corais,

Debruada de magia...

Raminho dos Folhadais!

 

Álamo Oliveira

In «Raminho dos Folhadais», inédito

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 21:01
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