No meu interior tem Deus

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

O Burro e o Lavrador

Havia um lavrador dono de um burro que caíra a um poço. O animal zurrou fortemente durante algumas horas, enquanto o dono procurava ajuda para o retirar. Não a encontrando, acabou por decidir que, sendo o burro já velho e estando o poço já seco, o melhor era tapar o poço, não valendo a pena tirar o burro.

Convidou então todos os vizinhos para o ajudarem. Cada um pegou numa pá e começaram a atirar terra para dentro do poço. O burro, ao ver o que se estava a passar, começou desesperadamente a zurrar. Mas, pouco depois, para surpresa de todos, calou-se, e só se ouvia o som das pazadas a cair. O aldeão, olhando para o fundo do poço, ficou surpreendido com o que o burro estava a fazer. Sacudia a terra que ia caindo nas costas e dava mais um passo para cima da terra. Todos viram com espanto como o burro chegou ao cimo do poço, saltou para fora e… foi-se!

A vida vai-te atirar muita terra para cima, terra de todos os géneros. O segredo para saíres do teu poço é sacudi-la e usá-la para dares um passo para cima. Cada um dos nossos problemas é um degrau para subir. Assim, podemos sair dos vazios mais profundos, se não nos dermos por vencidos… Usa a terra que te atiram, para caminhares em frente.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 01:06
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Levar as crianças à Igreja

Nas nossas comunidades fazem-se muitos esforços de apostolado, especialmente na catequese. Mas geralmente depois do Crisma há uma grande “fuga” por parte dos jovens e casais novos. Eles “ausentam-se da missa, etc.

 

Porquê? Há várias razões. Mas há uma que está na raiz de todas as outras. É que, antes de irem à catequese, e já desde bebés, muitas das nossas crianças não são levadas à missa, não ouvem contar coisas de Cristo e não rezam.

 

Espera-se pela catequese… Mas já é tarde, muito tarde! Isto porque, a começar por essa altura, já não se pode semear nas crianças o gosto e o amor pelo Cristianismo e pelas coisas religiosas. Hoje sabe-se que é a partir do nascimento que as raízes dos gostos e dos “amores” futuros se semeiam nos corações das crianças. Também os gostos e amores religiosos.

 

Há 3 “práticas” necessárias para se semear o Cristianismo na alma das crianças e dos futuros adultos.

 

Elas são:

1. Levar os bebés e as crianças à missa desde que nascem.

Se isto não se fizer, as crianças ficam “estranhas” às coisas da fé, e dificilmente aprendem a amá-las. Dificilmente praticam a sério. Serão “ausentes”…

É que a presença com a comunidade na celebração, nos cânticos, nas orações, contagia a criança com as coisas religiosas e faz elas amarem estas coisas.

Caso contrário ficam “estranhas”, indiferentes, desligadas…

Por isso é urgente fazermos tudo para que os bebés e as crianças das nossas comunidades sejam levadas à missa desde que nascem. E não tenhamos medo: se começarem já em bebés, não incomodam ninguém. A comunidade deve sentir alegria por ter os seus bebés na missa.

 

2. A partir dos dois anos contar-lhes ou ler-lhes coisas da Bíblia, especialmente de Cristo.

As crianças são “loucas” por histórias. Também histórias religiosas, como sejam os milagres de Cristo, as parábolas, a Paixão, etc. E ficam amigos de Cristo ao ouvir essas histórias. É tão fácil ler-lhas…

Hoje há livros muito bons com tais histórias preparadas para serem lidas aos pequeninos.

 

3. Rezar com as crianças, também a partir dos dois anos.

Começar com pequeninas orações; passar depois à Ave-Maria, ao Pai Nosso, à Salve Rainha, etc.

Quando se reza com as crianças elas contagiam-se com as coisas espirituais e com Deus.

 

Pais, avós, padrinhos, tios, irmãos, vizinhos, vamos lutar para que:

- todos os bebés e crianças vão à missa

- todas as crianças ouçam histórias religiosas

- todas as crianças sejam ensinadas a rezar

 

Padre Francisco Caetano Tomás

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 17:19
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Sábado, 19 de Junho de 2010

O Mistério do Sofrimento

Um dia, um grupo de pessoas discutia acerca de Deus. Eram elas uma mulher vítima dos campos de concentração dos nazis, um jovem negro rejeitado pelos brancos e uma jovem estudante que tinha sido violada. Todos faziam a mesma pergunta:

- Será que Deus sabe o que é sofrer? Ele, lá longe deste mundo, deve ter uma vida muito cómoda.

Um deles foi dizendo:

- Gostava que Deus, para sentir o que é a maldade e o sofrimento, nascesse judeu, que tivesse um trabalho duro de forma a passar fome e sede, fosse atraiçoado pelos seus amigos, fosse julgado e condenado por um juiz cobarde, que fosse torturado, que sentisse o que é estar terrivelmente só, que o fizessem morrer como um bandido…

Um dos presentes, que conhecia alguma coisa da vida de Jesus, ficou em silêncio. Os companheiros perguntaram-lhe se não falava como antes. Ele disse:

- Afinal, Deus já passou por todos esses sofrimentos. Os Evangelhos disso dão testemunho. Deus fez-se realmente homem em Jesus de Nazaré.

E foi explicando aos companheiros que Deus quis nascer judeu, viveu pobremente, foi rejeitado pelo seu povo e, na sua paixão, desceu até ao sofrimento mais doloroso e humilhante.

Jesus Cristo é Deus connosco. Ele desceu aos infernos, isto é, assumiu verdadeiramente a condição humana mesmo naquilo que existe de mais humilhante. E fê-lo por amor.

Em Jesus, Deus conhece as nossas dores, as nossas angústias perante a morte, o abandono dos amigos. Em Jesus, Deus assumiu a nossa condição humana. Com Ele, a Vida vencerá.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 01:09
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Oração

Um camponês, durante um dia de mercado, entrou num restaurante para almoçar. Estava quase cheio de ricos comerciantes. O empregado indicou-lhe uma mesa a um canto onde estava um único talher.

Ele, antes de se sentar, fez uma breve oração seguida do sinal da cruz.

Os seus vizinhos observaram-no com uma curiosidade cheia de ironia e um deles perguntou-lhe:

- Na sua terra as pessoas rezam antes de comer?

Os outros sorriram de ironia ao ver esse homem sem medo de manifestar publicamente a sua fé.

O camponês, que tinha começado tranquilamente a comer, respondeu:

- Não, há quem não reze antes de comer nem depois.

Um dos vizinhos de mesa, escarneceu:

- Ah, sim? E quem é que não reza?

O camponês respondeu tranquilamente:

- Por exemplo, as minhas vacas, o meu burro e os meus porcos…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:16
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Demonstração filosófica da existência de Deus

O universo existe, porque a gente sabe que ele começou. Se tudo tivesse que começar, não teria começado nada.

Cada fenómeno da natureza tem a sua explicação noutro fenómeno. Enquanto cada realidade está em cadeia, encontra a explicação do seu funcionamento dentro da cadeia de causas e efeitos, exemplo: o Homem come a vaca, a vaca come a erva, a erva busca a sua energia no Sol, o Sol é o resultado da concentração de poeiras cósmicas que derivam, por sua vez, duma explosão que se deu no início de tudo e, a partir da qual, se formou a matéria que constitui o universo. A prova desse começo, ou seja, do “Big-Bang” é o afastamento das Galáxias para os limites do Universo, como resultado da energia libertada por essa explosão e são, também, os quasars que são ondas vibratórias, ou seja, restos fossilizados da explosão inicial. Historicamente a cadeia é finita enquanto funciona, e levanta-se o problema da existência da origem do funcionamento do primeiro elemento da cadeia História, ou seja, do “Big-Bang”. Neste momento vemos que o funcionamento da cadeia não se explica só pela cadeia. Mais concretamente, a energia para actuar precisa de estar concentrada e precisa de uma energia maior e não se pode ir até ao infinito, porque o infinito implica nunca ter começado e se o universo existe é porque teve um princípio. Se não existissem estados anteriores de energia, não existiria o estado actual de energia concentrado, ora, como existe o estado actual de energia concentrado, logo existem os estados anteriores de energia e logo terá de haver uma “energia”, ou melhor, uma realidade que não é fenómeno, uma causa incausada que esteja na origem do primeiro fenómeno da cadeia.

O que equivale a dizer que de antecedente em antecedente chegamos a um primeiro facto que precisa de um antecedente que, por sua vez, não precisa de antecedente, ou seja, que não começou, que existe simplesmente, que é anterior a tudo.

Chamem-lhe o que quiserem chamar, nós chamamos-lhe Deus.

Portanto dá-se uma passagem do empírico (experimental) para o não empírico por força dos factos, pois, se não houvesse esse “Ser” não haveria condições de existência do mundo Histórico.

Alguém disse que buscar Deus para além do universo era como tentar dependurar uma corrente num prego pintado na parede… Mas, na realidade, dá-se absolutamente o contrário: a “corrente” está dependurada, isto é, o universo existe! Portanto tem de estar lá o “prego”… Quer dizer: se o universo existe, Deus existe.

Padre João Pires

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 13:03
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Velhice

Um repórter estava a entrevistar os idosos de um lar. A um dos mais velhos perguntou:

- Como conseguiu chegar a uma idade tão avançada?

- Disciplina, meu filho! Sempre tive uma hora certa para me deitar e para me levantar, para trabalhar e para comer.

Um outro velhinho respondeu:

- Eu sempre evitei vícios: nunca fumei nem bebi álcool.

Ao chegar ao que lhe pareceu mais idoso perguntou-lhe:

- O Senhor também foi disciplinado, sem vícios, não é verdade?

- Nada disso. Nunca tive horário para nada. Gastei tudo em tabaco, álcool, drogas, prostitutas…

O jornalista perguntou a esse homem de aspecto envelhecido:

- E que idade tem?

Respondeu ele:

- Trinta e seis anos!

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:00
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Os Três filtros

Uma vez, um jovem foi ter com o seu mestre e disse-lhe:

- Disseram-me hoje coisas a seu respeito. Acha que lhas devo contar?

O mestre disse-lhe:

- Só me contarás isso, se antes passares a informação por três filtros.

O discípulo perguntou:

- Quais são esses filtros?

O mestre explicou:

- O primeiro consiste em verificares se isso é mesmo verdade. Será mesmo verdade o que te contaram?

O discípulo perguntou:

- E qual é o segundo filtro?

O mestre explicou:

- O segundo filtro é a bondade, quer dizer, será que essa informação provém da boca de alguém que quer o meu bem? O terceiro filtro é a utilidade. Será que essa informação é mesmo útil para mim?

- Mestre, pensando bem, não creio que seja verdade, que venha de uma pessoa que queira o seu bem ou que lhe seja útil.

O mestre concluiu:

- Então é melhor esqueceres tudo isso.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:50
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Chocolate quente

Um grupo de jovens, recentemente formados, todos bem sucedidos nas suas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho…

O professor ouviu com atenção, mas não fez qualquer comentário sobre o assunto; e convidou o grupo a tomar uma chávena de chocolate quente. Mostrando interesse na gentileza, o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou uns minutos depois com uma chaleira e uma quantidade de chávenas, muito variadas – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal. Umas com aspecto vulgar e outras até de valor elevado. Colocou os jovens à vontade, para que se servissem sem cerimónia. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:

- Reparem como todos procurámos escolher as chávenas mais bonitas e mais raras, deixando ficar as mais vulgares e baratas… Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, o mais atraente, talvez possa estar aqui a explicação dos vossos problemas e stress… A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas não deixam ver o que estais a beber. O essencial é o chocolate quente, não a chávena; mas fomos, mais ou menos conscientemente, para as chávenas melhores…

Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

- Consideremos agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; a casa, o carro, o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estes são apenas meios para conter e servir a vida. A chávena que cada um de nós possui não define nem altera a qualidade da nossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena, acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos oferece…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:42
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

As doze promessas do Sagrado Coração de Jesus

Nas revelações de Jesus a Santa Margarida Alacoque, encontramos doze promessas em benefício dos devotos do Seu Sagrado Coração:

1.º Dar-lhe-ei todas as graças necessárias no seu estado de vida.

2.º Conservarei a paz nas suas famílias.

3.º Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

4.º Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

5.º Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

6.º Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7.º As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

8.º As almas fervorosas elevar-se-ão com rapidez a uma grande perfeição.

9.º Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

10.º Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

11.º As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes eternamente inscritos no meu Coração.

12.º A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e a salvação eterna. O meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

 

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:15
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Amor maiúsculo

Um homem, de idade avançada, deslocou-se a uma clínica, para fazer um curativo numa mão. Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso. Durante o tratamento, o enfermeiro perguntou-lhe qual o motivo da pressa. Respondeu que precisava de ir a um asilo para, como sempre, tomar o pequeno almoço com a sua mulher, que lá estava internada. Afirmou que ela já estava algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado. Enquanto o clínico acabava de fazer o curativo, perguntou-lhe se a esposa não ficaria preocupada pelo facto de ele chegar mais tarde.

- Não – disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco que não me reconhece.

Estranhando, perguntou-lhe o enfermeiro:

- Mas… se ela já não sabe quem o senhor é, porquê essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?

O bom homem sorriu, deu-lhe uma palmadinha no ombro e disse-lhe:

- É… Ela não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem quem é ela.

«Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía. E pensei: esse é o género de amor que eu quero para a minha vida» - concluiu o enfermeiro.

O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e…do que já não é.

(Autor desconhecido)

 

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 11:46
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