No meu interior tem Deus

Sábado, 8 de Setembro de 2012

Façam o favor de ser felizes

«Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus, a cada manhã, pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um «não». É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta».

 

Augusto Cury, «Dez leis para ser feliz».

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 19:20
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

O CORAÇÃO DE JESUS

              Nos tempos vertiginosos em que vivemos, banalizou-se a imagem, o simbolismo e a importância do coração.

            Repetem-se cartões, e-mails, sms, publicidades. Vende-se o coração como símbolo de amor romântico, superficial e passageiro. Apela-se ao consumo de produtos que protegem o músculo sensível de doenças frequentes e fatais. Nem as crianças escapam à avalanche de pequenos enfeites vermelhos nos desenhos animados, nos brinquedos, nas roupas.

            Associado desde sempre ao domínio das emoções, reina no campo dos afetos, é dele que falamos quando amamos, quando sofremos ou quando temos medo - «dá-nos um aperto no coração!». As canções mais conhecidas repetem à exaustão os efeitos do amor/ ódio no coração de toda a gente.

            Contudo, esta visão é limitada, humana, finita. O coração dos homens é pequeno, mortal como eles próprios. Tem o limite do seu portador, ama pouco e mal.

            Para que seja infinito, o coração de Jesus tem, forçosamente, de possuir uma capacidade ilimitada de amor - "O lado aberto de Cristo revela-nos a riqueza de seu amor infinito..." – João Paulo II.

            É no coração de Cristo, verdadeiramente ferido, humilhado, despojado, que encontramos o significado da superação da dor, da coragem, da persistência e da gratuidade do amor real, divino, mais raro e precioso do que o amor pequeno e, tantas vezes mesquinho, dos homens.

            A devoção (do Latim devovere, prestar culto à divindade) ao Coração de Jesus é o reconhecimento de que nele cabem todos os homens, bons e maus, santos ou pecadores. No Coração de Deus, há lugar para a humanidade inteira. E no nosso coração, haverá lugar para Deus?

Ana Bretão

No coração de Jesus

Tenho tudo que eu quero

No coração de Jesus

Tenho a paz que eu preciso

Tenho o abrigo perfeito

Contra qualquer perigo

Tenho o apoio da mão

Do verdadeiro amigo

  

(Roberto Carlos)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 17:58
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

Um alpinista sem fé

Certo alpinista, ansioso por conquistar uma altíssima montanha, iniciou a subida depois de anos de preparação. Mas querendo a glória só para si, resolveu subir sozinho, sem companheiros.

A subida era cada vez mais íngreme; fez-se noite e a visibilidade era zero... A poucos metros do cume da montanha, resvalou e caiu numa ravina, ficando preso por um ramo, no meio da escuridão da noite, sem luar nem estrelas. Depois da queda e ainda um pouco tonto, deu por si, em pânico, agarrando fortemente um frágil ramo que ali nascera, na ravina.

Pensou por uns momentos que se poderia salvar, mas depois reconheceu que estava suspenso entre o céu e a terra. Desesperado, gritou bem alto: Meu Deus, ajuda-me! De repente, no meio do nada, uma voz grave e profunda respondeu-lhe lá dos céus:

- Que queres?

- Meu Deus, salva-me!

- Queres realmente a minha ajuda?, inquriu Deus.

- Claro que sim, meu Deus!, gritou o alpinista já quase a sufocar.

- Então, larga esse ramo que te segura, e eu te apanharei no ar!

- Como? Largar o ramo? Não! Isso não posso fazer. Seria um suicídio!

O alpinista, aterrorizado, agarrou-se ao ramo ainda com mais força, pensando, sozinho, na escuridão da noite, na enorme distância que o separaria do solo.

No dia seguinte, uma equipa de socorro encontrou o alpinista morto, preso no ramo, no final de uma ravina, apenas a um metro do solo...

 

O seu mal foi não ter confiado em Deus, mesmo quando parecia não ter razão nem lógica o que lhe pedia e também ter ido escalar a montanha sozinho...

(Contos, fábulas e parábolas)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:05
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