No meu interior tem Deus

Sábado, 8 de Setembro de 2012

Façam o favor de ser felizes

«Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus, a cada manhã, pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um «não». É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta».

 

Augusto Cury, «Dez leis para ser feliz».

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 19:20
| comentar

O valor das pequenas coisas

Em cada indelicadeza, assassino um pouco daqueles que me amam.

Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.

Em cada olhar de desprezo, alguém acaba magoado.

Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.

Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.

Em cada ressentimento, revelo o meu amor-próprio ferido.

Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.

Em cada omissão, no âmbito do meu dever, rasgo uma folha do evangelho.

Em cada esmola que nego, um pobre se afasta mais triste.

Em cada juízo maldoso, aflora o meu lado mesquinho.

Em cada «bisbliotice» que sai da minha boca e coração, peco contra o silêncio.

Em cada pranto que enxugo, torno alguém mais feliz.

Em cada acto de fé, canto um hino à vida.

Em cada sorriso que espalho, semeio alguma esperança.

Em cada espinho que espeto, firo algum coração.

Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.

Em cada rosa que ofereço, os anjos dizem: Amém!

 

Roque Schneider

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 18:34
| comentar
Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Dai-lhes de comer

Um eremita viu no bosque um gavião que levava para o seu ninho um pedaço de carne. O gavião cortou-a em pequenos bocados e deu de comer a uma gralha ferida.

O eremita ficou admirado ao ver um gavião a socorrer uma pequena gralha e disse para consigo:

- Deus deu-me um sinal. Nem sequer uma pequena gralha sozinha e faminta é por Ele abandonada. Deus ensinou um feroz gavião a alimentar uma criatura de outra raça. Deus dá o necessário a todas as criaturas para viverem, e nós sempre tão preocupados com o que havemos de comer! Por isso, a partir de hoje, não me irei preocupar com os alimentos. Se Deus não abandona as aves do céu, também não me abandonará a mim.

E assim fez. Durante o dia, rezava, rezava, e mais nada. Durante três dias e três noites permaneceu assim.

Ao fim deste tempo, dirigiu-se a Deus com palavras de protesto:

- Senhor, tu alimentas as aves do céu, que não semeiam nem colhem, será que me abandonarás a mim, que passo os dias em oração?

Feita a oração, devido à extrema fraqueza, o eremita começou a sentir-se doente e adormeceu. Apareceu-lhe então um anjo que lhe disse:

- Deus deu-te, de facto, um sinal. A gralha faminta é alimentada pelo gavião. Mas porque não imitas o gavião que luta contra a fome?

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 13:23
| comentar
Sábado, 19 de Junho de 2010

O Mistério do Sofrimento

Um dia, um grupo de pessoas discutia acerca de Deus. Eram elas uma mulher vítima dos campos de concentração dos nazis, um jovem negro rejeitado pelos brancos e uma jovem estudante que tinha sido violada. Todos faziam a mesma pergunta:

- Será que Deus sabe o que é sofrer? Ele, lá longe deste mundo, deve ter uma vida muito cómoda.

Um deles foi dizendo:

- Gostava que Deus, para sentir o que é a maldade e o sofrimento, nascesse judeu, que tivesse um trabalho duro de forma a passar fome e sede, fosse atraiçoado pelos seus amigos, fosse julgado e condenado por um juiz cobarde, que fosse torturado, que sentisse o que é estar terrivelmente só, que o fizessem morrer como um bandido…

Um dos presentes, que conhecia alguma coisa da vida de Jesus, ficou em silêncio. Os companheiros perguntaram-lhe se não falava como antes. Ele disse:

- Afinal, Deus já passou por todos esses sofrimentos. Os Evangelhos disso dão testemunho. Deus fez-se realmente homem em Jesus de Nazaré.

E foi explicando aos companheiros que Deus quis nascer judeu, viveu pobremente, foi rejeitado pelo seu povo e, na sua paixão, desceu até ao sofrimento mais doloroso e humilhante.

Jesus Cristo é Deus connosco. Ele desceu aos infernos, isto é, assumiu verdadeiramente a condição humana mesmo naquilo que existe de mais humilhante. E fê-lo por amor.

Em Jesus, Deus conhece as nossas dores, as nossas angústias perante a morte, o abandono dos amigos. Em Jesus, Deus assumiu a nossa condição humana. Com Ele, a Vida vencerá.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 01:09
| comentar

Deus existe!

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo. Conversa vai, conversa vem até que surgiu o tema de Deus… O barbeiro disse:

- Para mim não é claro que Deus exista como você diz. Nem sequer acredito em tal!

- Mas, que é que o leva a duvidar? – perguntou o cliente.

- Bem, é simples, você só precisa sair à rua e contactar com as pessoas, para perceber que Deus não existe. Se Deus existisse, acha que haveria tantas pessoas doentes? Tantas crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor nem sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permita todas essas coisas más.

O cliente pensou por um momento, mas não quis dar uma resposta imediata para evitar renhida discussão. O barbeiro terminou o trabalho; e o cliente fez as contas e saiu.

Neste momento, ele deparou com um homem na rua com barba e cabelos longos e desalinhados.

Então o cliente voltou a entrar na barbearia e disse ao barbeiro:

- Sabe uma coisa, amigo? Afinal, não existem barbeiros.

- Como não existem? – replicou o barbeiro.

- Estou eu aqui e sou um barbeiro!

- Não existem, não, senhor! – exclamou o cliente. A prova é que, se eles existissem, não andariam pessoas com barba e cabelos longos e mal arranjados como aquele homem que vai ali na rua.

 - Ah!... mas, na verdade, existem barbeiros. O que acontece é que nem todas as pessoas os procuram. E isso é uma opção delas.

- Exactamente! – afirmou o cliente – É justamente isso . Encontrou a resposta para a sua dúvida inicial. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois essa é a opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo, que não são assumidos. É mais cómodo atribuí-los à não existência de Deus ou a culpa de Deus.

Ofereçamos a nossa vida a Deus com toda a generosidade. Mas não cruzemos os braços pensando que o destino está traçado.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 00:51
| comentar
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Espiritualidade

Um dia, dois jovens foram ter com um mestre de vida espiritual e pediram-lhe:

- Ajude-nos a ser santos.

O mestre aceitou o seu pedido e deu início ao estágio. Começou por lhes entregar umas vassouras a fim de varrerem o pátio. Eles, um pouco espantados por um tal pedido, assim fizeram. Depois mandou-os para a cozinha descascar batatas. Em seguida, rachar a lenha.

Depois do almoço, foi preciso lavar a loiça. Foi então que um cochichou para o outro.

- Será que o mestre entendeu o nosso pedido? Pedimos para ser iniciados no caminho da santidade e ele manda-nos fazer trabalhos banais.

No dia seguinte, os trabalhos continuaram, apenas com uma variante: de manhã e à noite, um bom tempo para a oração. Foram ter com o mestre e perguntaram-lhe:

- Quando começa a nossa iniciação no caminho da santidade?

Resposta imediata:

- Já começou. Mas sois maus alunos, porque ainda não sabeis fazer com amor as tarefas mais humildes.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:43
| comentar

Oração

Um camponês, durante um dia de mercado, entrou num restaurante para almoçar. Estava quase cheio de ricos comerciantes. O empregado indicou-lhe uma mesa a um canto onde estava um único talher.

Ele, antes de se sentar, fez uma breve oração seguida do sinal da cruz.

Os seus vizinhos observaram-no com uma curiosidade cheia de ironia e um deles perguntou-lhe:

- Na sua terra as pessoas rezam antes de comer?

Os outros sorriram de ironia ao ver esse homem sem medo de manifestar publicamente a sua fé.

O camponês, que tinha começado tranquilamente a comer, respondeu:

- Não, há quem não reze antes de comer nem depois.

Um dos vizinhos de mesa, escarneceu:

- Ah, sim? E quem é que não reza?

O camponês respondeu tranquilamente:

- Por exemplo, as minhas vacas, o meu burro e os meus porcos…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:16
| comentar
Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Demonstração filosófica da existência de Deus

O universo existe, porque a gente sabe que ele começou. Se tudo tivesse que começar, não teria começado nada.

Cada fenómeno da natureza tem a sua explicação noutro fenómeno. Enquanto cada realidade está em cadeia, encontra a explicação do seu funcionamento dentro da cadeia de causas e efeitos, exemplo: o Homem come a vaca, a vaca come a erva, a erva busca a sua energia no Sol, o Sol é o resultado da concentração de poeiras cósmicas que derivam, por sua vez, duma explosão que se deu no início de tudo e, a partir da qual, se formou a matéria que constitui o universo. A prova desse começo, ou seja, do “Big-Bang” é o afastamento das Galáxias para os limites do Universo, como resultado da energia libertada por essa explosão e são, também, os quasars que são ondas vibratórias, ou seja, restos fossilizados da explosão inicial. Historicamente a cadeia é finita enquanto funciona, e levanta-se o problema da existência da origem do funcionamento do primeiro elemento da cadeia História, ou seja, do “Big-Bang”. Neste momento vemos que o funcionamento da cadeia não se explica só pela cadeia. Mais concretamente, a energia para actuar precisa de estar concentrada e precisa de uma energia maior e não se pode ir até ao infinito, porque o infinito implica nunca ter começado e se o universo existe é porque teve um princípio. Se não existissem estados anteriores de energia, não existiria o estado actual de energia concentrado, ora, como existe o estado actual de energia concentrado, logo existem os estados anteriores de energia e logo terá de haver uma “energia”, ou melhor, uma realidade que não é fenómeno, uma causa incausada que esteja na origem do primeiro fenómeno da cadeia.

O que equivale a dizer que de antecedente em antecedente chegamos a um primeiro facto que precisa de um antecedente que, por sua vez, não precisa de antecedente, ou seja, que não começou, que existe simplesmente, que é anterior a tudo.

Chamem-lhe o que quiserem chamar, nós chamamos-lhe Deus.

Portanto dá-se uma passagem do empírico (experimental) para o não empírico por força dos factos, pois, se não houvesse esse “Ser” não haveria condições de existência do mundo Histórico.

Alguém disse que buscar Deus para além do universo era como tentar dependurar uma corrente num prego pintado na parede… Mas, na realidade, dá-se absolutamente o contrário: a “corrente” está dependurada, isto é, o universo existe! Portanto tem de estar lá o “prego”… Quer dizer: se o universo existe, Deus existe.

Padre João Pires

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 13:03
| comentar

Velhice

Um repórter estava a entrevistar os idosos de um lar. A um dos mais velhos perguntou:

- Como conseguiu chegar a uma idade tão avançada?

- Disciplina, meu filho! Sempre tive uma hora certa para me deitar e para me levantar, para trabalhar e para comer.

Um outro velhinho respondeu:

- Eu sempre evitei vícios: nunca fumei nem bebi álcool.

Ao chegar ao que lhe pareceu mais idoso perguntou-lhe:

- O Senhor também foi disciplinado, sem vícios, não é verdade?

- Nada disso. Nunca tive horário para nada. Gastei tudo em tabaco, álcool, drogas, prostitutas…

O jornalista perguntou a esse homem de aspecto envelhecido:

- E que idade tem?

Respondeu ele:

- Trinta e seis anos!

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:00
| comentar
Domingo, 13 de Junho de 2010

Os Três filtros

Uma vez, um jovem foi ter com o seu mestre e disse-lhe:

- Disseram-me hoje coisas a seu respeito. Acha que lhas devo contar?

O mestre disse-lhe:

- Só me contarás isso, se antes passares a informação por três filtros.

O discípulo perguntou:

- Quais são esses filtros?

O mestre explicou:

- O primeiro consiste em verificares se isso é mesmo verdade. Será mesmo verdade o que te contaram?

O discípulo perguntou:

- E qual é o segundo filtro?

O mestre explicou:

- O segundo filtro é a bondade, quer dizer, será que essa informação provém da boca de alguém que quer o meu bem? O terceiro filtro é a utilidade. Será que essa informação é mesmo útil para mim?

- Mestre, pensando bem, não creio que seja verdade, que venha de uma pessoa que queira o seu bem ou que lhe seja útil.

O mestre concluiu:

- Então é melhor esqueceres tudo isso.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:50
| comentar

Tradutor

posts recentes

Façam o favor de ser feli...

O valor das pequenas cois...

Dai-lhes de comer

O Mistério do Sofrimento

Deus existe!

Espiritualidade

Oração

Demonstração filosófica d...

Velhice

Os Três filtros

Juventude e religião

CONTADOR


Contador Grátis

Oração do amigo- Gabriel Chalita

Banda Dominus Padre Fábio Ivete Sangalo Não estou sozinho

links

A autoridade é para servir - Pe. Fábio de Melo

A Paz Pe Fabio de Mello e Roupa Nova 30 anos Oficial

Viver Pra Mim É Cristo - Padre Fábio de Melo

SÓ DEUS BASTA