No meu interior tem Deus

Sábado, 8 de Setembro de 2012

O valor das pequenas coisas

Em cada indelicadeza, assassino um pouco daqueles que me amam.

Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.

Em cada olhar de desprezo, alguém acaba magoado.

Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.

Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.

Em cada ressentimento, revelo o meu amor-próprio ferido.

Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.

Em cada omissão, no âmbito do meu dever, rasgo uma folha do evangelho.

Em cada esmola que nego, um pobre se afasta mais triste.

Em cada juízo maldoso, aflora o meu lado mesquinho.

Em cada «bisbliotice» que sai da minha boca e coração, peco contra o silêncio.

Em cada pranto que enxugo, torno alguém mais feliz.

Em cada acto de fé, canto um hino à vida.

Em cada sorriso que espalho, semeio alguma esperança.

Em cada espinho que espeto, firo algum coração.

Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.

Em cada rosa que ofereço, os anjos dizem: Amém!

 

Roque Schneider

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 18:34
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Sábado, 17 de Julho de 2010

O Importante é o coração

Um dia, um jovem rico apresentou-se à porta de um convento, pois desejava entrar nessa Ordem Religiosa. O abade acolheu-o fraternalmente e quis saber as suas motivações. Ele buscava a perfeição e o abade foi-lhe dizendo que a vida religiosa nessa Ordem era muito rigorosa, exigia muitas mortificações.

O jovem disse que estava pronto para o que fosse necessário. Ergueu a cabeça e disse orgulhosamente:

- Eu visto-me sempre de branco, não bebo senão água, no Inverno rolo-me na neve. Para melhor me mortificar, costumo pôr pregos nos sapatos e ordeno que um criado me dê chicotadas.

Naquele instante, passou por ali um cavalo branco. O animal deitou-se e rolou na neve para se refrescar. Tinha pregos nas suas patas e recebia chicotadas do seu dono. O abade disse então ao jovem:

- Viste? O cavalo tem uma vida sacrificada. Contudo não passa de um cavalo.

O jovem ficou no convento e foi aprendendo que o hábito não faz o monge, que a vida religiosa não está nas mortificações, nos jejuns, nos sacrifícios, no modo de vestir. A vida religiosa consiste em cumprir os votos de pobreza evangélica, de castidade, de obediência e em viver em comunidade fraterna. E consiste também em dar testemunho de como é belo seguir a Cristo.

(Autor Desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:25
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Sábado, 19 de Junho de 2010

O Mistério do Sofrimento

Um dia, um grupo de pessoas discutia acerca de Deus. Eram elas uma mulher vítima dos campos de concentração dos nazis, um jovem negro rejeitado pelos brancos e uma jovem estudante que tinha sido violada. Todos faziam a mesma pergunta:

- Será que Deus sabe o que é sofrer? Ele, lá longe deste mundo, deve ter uma vida muito cómoda.

Um deles foi dizendo:

- Gostava que Deus, para sentir o que é a maldade e o sofrimento, nascesse judeu, que tivesse um trabalho duro de forma a passar fome e sede, fosse atraiçoado pelos seus amigos, fosse julgado e condenado por um juiz cobarde, que fosse torturado, que sentisse o que é estar terrivelmente só, que o fizessem morrer como um bandido…

Um dos presentes, que conhecia alguma coisa da vida de Jesus, ficou em silêncio. Os companheiros perguntaram-lhe se não falava como antes. Ele disse:

- Afinal, Deus já passou por todos esses sofrimentos. Os Evangelhos disso dão testemunho. Deus fez-se realmente homem em Jesus de Nazaré.

E foi explicando aos companheiros que Deus quis nascer judeu, viveu pobremente, foi rejeitado pelo seu povo e, na sua paixão, desceu até ao sofrimento mais doloroso e humilhante.

Jesus Cristo é Deus connosco. Ele desceu aos infernos, isto é, assumiu verdadeiramente a condição humana mesmo naquilo que existe de mais humilhante. E fê-lo por amor.

Em Jesus, Deus conhece as nossas dores, as nossas angústias perante a morte, o abandono dos amigos. Em Jesus, Deus assumiu a nossa condição humana. Com Ele, a Vida vencerá.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 01:09
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Deus existe!

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo. Conversa vai, conversa vem até que surgiu o tema de Deus… O barbeiro disse:

- Para mim não é claro que Deus exista como você diz. Nem sequer acredito em tal!

- Mas, que é que o leva a duvidar? – perguntou o cliente.

- Bem, é simples, você só precisa sair à rua e contactar com as pessoas, para perceber que Deus não existe. Se Deus existisse, acha que haveria tantas pessoas doentes? Tantas crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor nem sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permita todas essas coisas más.

O cliente pensou por um momento, mas não quis dar uma resposta imediata para evitar renhida discussão. O barbeiro terminou o trabalho; e o cliente fez as contas e saiu.

Neste momento, ele deparou com um homem na rua com barba e cabelos longos e desalinhados.

Então o cliente voltou a entrar na barbearia e disse ao barbeiro:

- Sabe uma coisa, amigo? Afinal, não existem barbeiros.

- Como não existem? – replicou o barbeiro.

- Estou eu aqui e sou um barbeiro!

- Não existem, não, senhor! – exclamou o cliente. A prova é que, se eles existissem, não andariam pessoas com barba e cabelos longos e mal arranjados como aquele homem que vai ali na rua.

 - Ah!... mas, na verdade, existem barbeiros. O que acontece é que nem todas as pessoas os procuram. E isso é uma opção delas.

- Exactamente! – afirmou o cliente – É justamente isso . Encontrou a resposta para a sua dúvida inicial. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois essa é a opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo, que não são assumidos. É mais cómodo atribuí-los à não existência de Deus ou a culpa de Deus.

Ofereçamos a nossa vida a Deus com toda a generosidade. Mas não cruzemos os braços pensando que o destino está traçado.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 00:51
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Espiritualidade

Um dia, dois jovens foram ter com um mestre de vida espiritual e pediram-lhe:

- Ajude-nos a ser santos.

O mestre aceitou o seu pedido e deu início ao estágio. Começou por lhes entregar umas vassouras a fim de varrerem o pátio. Eles, um pouco espantados por um tal pedido, assim fizeram. Depois mandou-os para a cozinha descascar batatas. Em seguida, rachar a lenha.

Depois do almoço, foi preciso lavar a loiça. Foi então que um cochichou para o outro.

- Será que o mestre entendeu o nosso pedido? Pedimos para ser iniciados no caminho da santidade e ele manda-nos fazer trabalhos banais.

No dia seguinte, os trabalhos continuaram, apenas com uma variante: de manhã e à noite, um bom tempo para a oração. Foram ter com o mestre e perguntaram-lhe:

- Quando começa a nossa iniciação no caminho da santidade?

Resposta imediata:

- Já começou. Mas sois maus alunos, porque ainda não sabeis fazer com amor as tarefas mais humildes.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:43
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Oração

Um camponês, durante um dia de mercado, entrou num restaurante para almoçar. Estava quase cheio de ricos comerciantes. O empregado indicou-lhe uma mesa a um canto onde estava um único talher.

Ele, antes de se sentar, fez uma breve oração seguida do sinal da cruz.

Os seus vizinhos observaram-no com uma curiosidade cheia de ironia e um deles perguntou-lhe:

- Na sua terra as pessoas rezam antes de comer?

Os outros sorriram de ironia ao ver esse homem sem medo de manifestar publicamente a sua fé.

O camponês, que tinha começado tranquilamente a comer, respondeu:

- Não, há quem não reze antes de comer nem depois.

Um dos vizinhos de mesa, escarneceu:

- Ah, sim? E quem é que não reza?

O camponês respondeu tranquilamente:

- Por exemplo, as minhas vacas, o meu burro e os meus porcos…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 23:16
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Velhice

Um repórter estava a entrevistar os idosos de um lar. A um dos mais velhos perguntou:

- Como conseguiu chegar a uma idade tão avançada?

- Disciplina, meu filho! Sempre tive uma hora certa para me deitar e para me levantar, para trabalhar e para comer.

Um outro velhinho respondeu:

- Eu sempre evitei vícios: nunca fumei nem bebi álcool.

Ao chegar ao que lhe pareceu mais idoso perguntou-lhe:

- O Senhor também foi disciplinado, sem vícios, não é verdade?

- Nada disso. Nunca tive horário para nada. Gastei tudo em tabaco, álcool, drogas, prostitutas…

O jornalista perguntou a esse homem de aspecto envelhecido:

- E que idade tem?

Respondeu ele:

- Trinta e seis anos!

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:00
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Os Três filtros

Uma vez, um jovem foi ter com o seu mestre e disse-lhe:

- Disseram-me hoje coisas a seu respeito. Acha que lhas devo contar?

O mestre disse-lhe:

- Só me contarás isso, se antes passares a informação por três filtros.

O discípulo perguntou:

- Quais são esses filtros?

O mestre explicou:

- O primeiro consiste em verificares se isso é mesmo verdade. Será mesmo verdade o que te contaram?

O discípulo perguntou:

- E qual é o segundo filtro?

O mestre explicou:

- O segundo filtro é a bondade, quer dizer, será que essa informação provém da boca de alguém que quer o meu bem? O terceiro filtro é a utilidade. Será que essa informação é mesmo útil para mim?

- Mestre, pensando bem, não creio que seja verdade, que venha de uma pessoa que queira o seu bem ou que lhe seja útil.

O mestre concluiu:

- Então é melhor esqueceres tudo isso.

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:50
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Chocolate quente

Um grupo de jovens, recentemente formados, todos bem sucedidos nas suas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho…

O professor ouviu com atenção, mas não fez qualquer comentário sobre o assunto; e convidou o grupo a tomar uma chávena de chocolate quente. Mostrando interesse na gentileza, o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou uns minutos depois com uma chaleira e uma quantidade de chávenas, muito variadas – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal. Umas com aspecto vulgar e outras até de valor elevado. Colocou os jovens à vontade, para que se servissem sem cerimónia. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:

- Reparem como todos procurámos escolher as chávenas mais bonitas e mais raras, deixando ficar as mais vulgares e baratas… Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, o mais atraente, talvez possa estar aqui a explicação dos vossos problemas e stress… A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas não deixam ver o que estais a beber. O essencial é o chocolate quente, não a chávena; mas fomos, mais ou menos conscientemente, para as chávenas melhores…

Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

- Consideremos agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; a casa, o carro, o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estes são apenas meios para conter e servir a vida. A chávena que cada um de nós possui não define nem altera a qualidade da nossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena, acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos oferece…

(Autor desconhecido)

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 22:42
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

As doze promessas do Sagrado Coração de Jesus

Nas revelações de Jesus a Santa Margarida Alacoque, encontramos doze promessas em benefício dos devotos do Seu Sagrado Coração:

1.º Dar-lhe-ei todas as graças necessárias no seu estado de vida.

2.º Conservarei a paz nas suas famílias.

3.º Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

4.º Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

5.º Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

6.º Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7.º As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

8.º As almas fervorosas elevar-se-ão com rapidez a uma grande perfeição.

9.º Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

10.º Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

11.º As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes eternamente inscritos no meu Coração.

12.º A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e a salvação eterna. O meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

 

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 12:15
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