No meu interior tem Deus

Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Demonstração filosófica da existência de Deus

O universo existe, porque a gente sabe que ele começou. Se tudo tivesse que começar, não teria começado nada.

Cada fenómeno da natureza tem a sua explicação noutro fenómeno. Enquanto cada realidade está em cadeia, encontra a explicação do seu funcionamento dentro da cadeia de causas e efeitos, exemplo: o Homem come a vaca, a vaca come a erva, a erva busca a sua energia no Sol, o Sol é o resultado da concentração de poeiras cósmicas que derivam, por sua vez, duma explosão que se deu no início de tudo e, a partir da qual, se formou a matéria que constitui o universo. A prova desse começo, ou seja, do “Big-Bang” é o afastamento das Galáxias para os limites do Universo, como resultado da energia libertada por essa explosão e são, também, os quasars que são ondas vibratórias, ou seja, restos fossilizados da explosão inicial. Historicamente a cadeia é finita enquanto funciona, e levanta-se o problema da existência da origem do funcionamento do primeiro elemento da cadeia História, ou seja, do “Big-Bang”. Neste momento vemos que o funcionamento da cadeia não se explica só pela cadeia. Mais concretamente, a energia para actuar precisa de estar concentrada e precisa de uma energia maior e não se pode ir até ao infinito, porque o infinito implica nunca ter começado e se o universo existe é porque teve um princípio. Se não existissem estados anteriores de energia, não existiria o estado actual de energia concentrado, ora, como existe o estado actual de energia concentrado, logo existem os estados anteriores de energia e logo terá de haver uma “energia”, ou melhor, uma realidade que não é fenómeno, uma causa incausada que esteja na origem do primeiro fenómeno da cadeia.

O que equivale a dizer que de antecedente em antecedente chegamos a um primeiro facto que precisa de um antecedente que, por sua vez, não precisa de antecedente, ou seja, que não começou, que existe simplesmente, que é anterior a tudo.

Chamem-lhe o que quiserem chamar, nós chamamos-lhe Deus.

Portanto dá-se uma passagem do empírico (experimental) para o não empírico por força dos factos, pois, se não houvesse esse “Ser” não haveria condições de existência do mundo Histórico.

Alguém disse que buscar Deus para além do universo era como tentar dependurar uma corrente num prego pintado na parede… Mas, na realidade, dá-se absolutamente o contrário: a “corrente” está dependurada, isto é, o universo existe! Portanto tem de estar lá o “prego”… Quer dizer: se o universo existe, Deus existe.

Padre João Pires

publicado por Padre João Pires, Pároco dos Altares e Raminho às 13:03
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